Malásia: Ex-primeiro-ministro condenado a 15 anos de prisão
Najib Razak, ex-primeiro-ministro da Malásia, foi condenado nesta sexta-feira 26 de Dezembro a 15 anos de prisão, por branqueamento de capitais. O advogado do ex-líder declarou que vai apresentar recurso do julgamento.
Najib Razak, que esteve no poder de 2009 a 2018, e que já está a cumprir uma pena de seis anos de prisão por corrupção, foi condenado a 15 anos de prisão nesta sexta-feira 26 de Dezembro.
Com 72 anos, o ex-líder foi julgado por quatro acusações de abuso de poder, em elo com supostos subornos, de cerca 471 milhões de euros provenientes do fundo soberano malaio 1Malaysia Development Berhad (1MDB). Najib Razak também foi condenado por 21 acusações de branqueamento de capitais.
Centenas de milhões de euros desse fundo, supostamente destinado ao desenvolvimento económico da Malásia, foram desviados para despesas privadas, como a compra de um iate gigante ou telas de Monet ou Van Gogh.
Estas aquisições despertaram as suspeitas de investigadores pelo mundo fora, nomeadamente nos Estados Unidos, na Suíça e em Singapura.
O ex-dirigente pediu desculpas pelo escândalo 1MDB que ocorreu durante seu mandato, mas reiterou que não sabia das transferências ilegais do fundo.
No entanto, a acusação apresentou extractos bancários, mas também depoimentos de mais de 50 testemunhas e outros documentos incriminatórios.
O escândalo foi um factor importante para a derrota nas eleições de 2018 de Najib Razak e da Organização Nacional Unificada dos Malaios (UMNO). O partido mais antigo da Malásia estava no poder desde a independência desta ex-colónia britânica em 1957.




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