EXECUTADO HOMEM CONDENADO POR ATAQUES ARMADOS NO IRÃO
As autoridades iranianas executaram hoje um homem condenado por perpetrar ataques armados na cidade de Kerman, no sudeste do país, durante a guerra contra os Estados Unidos e Israel, e por actuar a favor de Telavive.
O homem executado foi identificado como Ali Sina Mostafavi, a quem a Justiça iraniana acusou também de actuar a favor de Israel e do movimento monárquico ligado ao opositor exilado Reza Pahlavi, filho do último xá do Irão, deposto pela Revolução Islâmica de 1979.
“Após a rejeição do recurso e da confirmação da sentença pelos magistrados da Suprema Corte, a pena de morte de Ali Sina Mostafavi — agente inimigo durante a guerra e terrorista armado ligado ao movimento monarquista — foi executada esta manhã”, informou a agência Mizan, do poder judiciário iraniano.
Segundo a Mizan, o condenado realizou vários ataques armados em Kerman, nos quais diversos cidadãos ficaram feridos, incluindo uma menina.
Durante a busca ao esconderijo de Mostafavi, as autoridades apreenderam várias armas de fogo, 246 cartuchos e 30 coquetéis molotov.
As autoridades judiciárias dizem que Mostafavi era membro activo de uma rede ligada ao movimento monárquico e mantinha contacto com meios de comunicação da oposição, aos quais enviava imagens de locais atingidos por projécteis durante a guerra.
O Irão acelerou as execuções desde o início da guerra com Israel e os Estados Unidos, em 28 de Fevereiro, especialmente de pessoas condenadas por supostos vínculos com Israel ou pela sua participação nos protestos de Janeiro.
O Irão é um dos países com maior número de execuções no mundo e, em 2025, enforcou 2.159 pessoas — mais do que o dobro do registado em 2024 e o maior número contabilizado no país pela Amnistia Internacional (AI) desde 1981.




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