“A corrupção e a injustiça em Angola são um cancro que vai se tornando endémico” – Dom Manuel Imbamba
O presidente da Conferência Episcopal de Angola e São Tomé, também arcebispo de Saurimo, diz à Renascença que a corrupção e a injustiça são “fatores de empobrecimento humano, social” e estão “a estrangular o sonho de desenvolvimento” de que Angola “precisa”.
Nesta entrevista, por ocasião da sua deslocação a Fátima para presidir à Peregrinação de Setembro, D. José Manuel Imbamba comenta também o convite dos bispos portugueses ao Papa Leão para visitar o nosso país, no próximo ano.
O presidente da Conferência Episcopal de Angola e São Tomé (CEAST) e arcebispo de Saurimo mostra-se muito critico em relação à distribuição da riqueza em Angola e não poupa as empresas de exploração de matérias-primas que “não valorizam o cidadão angolano”.
“A sua apetência vai mais para os bens materiais, para os recursos naturais, para aqueles recursos vitais que deveriam favorecer o fomento da dignidade da pessoa humana e a facilitação da própria vida”, diz D. José Manuel Imbamba em entrevista à Renascença.
“Essas grandes empresas exploram, sugam e não deixam rastros de desenvolvimento, não deixam rastros de crescimento, não impactam; a presença deles não impacta na vida dos angolanos”, acrescenta o prelado angolano.
Em entrevista concedida por ocasião da sua presença em Fátima para presidir à Peregrinação de Setembro, o arcebispo de Saurimo recordou a visita do Papa Leão XIV a Angola, sublinhando a relevância de algumas das mensagem que o Papa deixou. D. José Manuel garante que a Igreja angolana vai continuar a denunciar a corrupção e as injustiças que são “um cancro que vai se tornando endémico e que está a provocar a paralisia e a estagnação do próprio país”.
Fonte: RR




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